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Proposta Pedagógica

A formação do professor de educação básica é a base da proposta pedagógica da Faculdade de Letras e sempre constituiu, desde a sua fundação, a sua vocação principal. Embora a modalidade de formação de bacharéis tenha se demonstrado necessária nos últimos anos para atender à ampliação do mercado de trabalho e às demandas de profissionalização externas à licenciatura, a formação de professores constitui um compromisso maior da Faculdade de Letras e uma realidade de mercado para os profissionais de Letras, além de ser uma necessidade estratégica do país no eixo educacional. Nesse sentido, a proposta pedagógica do Curso de Letras foi construída de acordo com as novas Diretrizes curriculares do Curso de Letras, instituídas pela resolução CNE/CP1, de 18 de fevereiro de 2002, para a formação de professores da educação básica, em nível superior, em curso de licenciatura de graduação plena.

Tendo em vista a necessária distinção entre as duas modalidades de formação, a Licenciatura em Letras – que se ocupará da formação de professores para a educação básica -, e o Bacharelado – que se ocupará da formação de outros profissionais, bacharéis em Letras (lingüistas, estudiosos da literatura, das línguas clássicas e modernas, tradutores e editores), exporemos os fundamentos conceituais da formação dos professores e dos bacharéis.

 

Os Processos Formativos Específicos e Globais

  

Visando à implementação de uma proposta pedagógica que atenda ao mesmo tempo ao desenvolvimento de competências e de habilidades específicas da formação dos licenciandos e dos bacharelandos nas diferentes habilitações oferecidas pela FALE e de competências globais, relacionadas ao desenvolvimento de uma cultura cidadã, profissional, humanista, artística e cultural, busca-se um ensino centrado nos processos e nas atitudes formativas. Vale lembrar que os Parâmetros Curriculares Nacionais dão ênfase no Ensino Fundamental e no Ensino Médio à formação geral sobre a formação específica; o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, criar, formular, ao invés do simples exercício de memorização. Essas competências preconizadas no Ensino Fundamental e Médio devem ser, portanto, enfatizadas e desenvolvidas na formação do professor, de modo a qualificá-lo para atuar de forma coerente dentro desses novos paradigmas.

Com o objetivo de harmonizar a proposta pedagógica da Faculdade de Letras da UFMG para a formação dos docentes com as diretrizes curriculares nacionais, tomamos como base o próprio texto dos pareceres do CNE, homologados pelo Ministro da Educação em 17 de janeiro de 2002, que instituem “um conjunto de princípios, fundamentos e procedimentos a serem observados na organização institucional e curricular de cada estabelecimento de ensino e se aplicam a todas as etapas e modalidades da educação básica”. Entre os princípios norteadores da formação do futuro profissional da educação, bem como dos seus bacharelandos, a instituição de ensino terá como objetivos:

- o ensino visando à aprendizagem do aluno, o que implica a reflexão constante do corpo docente e da coordenação acadêmica sobre os procedimentos didáticos e estruturais necessários para esse fim;

- o acolhimento e o trato da diversidade humana, social, intelectual e profissional;

- o exercício de atividades de enriquecimento cultural, incentivando e favorecendo a pluralidade na formação e na produção cultural, artística e humanística dos alunos;

- o aprimoramento em práticas investigativas, estimulando a reflexão crítica e a pesquisa, com vistas ao desenvolvimento de um espírito autônomo, independente e afirmativo;

- a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares para além da sala de aula, criando as condições necessárias para o desenvolvimento da prática reflexiva através do ensino, da pesquisa e da extensão;

- o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e materiais de apoio inovadores, necessárias para a modernização das práticas escolares e formativas e para a autonomia na aprendizagem;

- o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe, fundamentais para o desenvolvimento das competências interpessoais e comunicativas, bem como da consciência ética e da responsabilidade social.

  

O Domínio de Conteúdos e Produção de Conhecimento

  

De acordo com as Diretrizes Nacionais, a definição dos conhecimentos exigidos para a constituição de competências deverá, além da formação específica relacionada às diferentes etapas da educação básica para a formação do professor (modalidade licenciatura), propiciar a inserção dos alunos no debate contemporâneo mais amplo, envolvendo questões culturais, sociais, econômicas e o conhecimento sobre o desenvolvimento humano e a própria docência, de modo a contemplar:

- a cultura geral e profissional;

- os conhecimentos sobre crianças, adolescentes e adultos, aí incluídas as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais e as das comunidades indígenas;

- o conhecimento sobre a dimensão cultural, social, política e econômica da educação;

- os conteúdos das áreas de conhecimento que serão objeto de ensino;

- o conhecimento pedagógico;

- o conhecimento advindo da experiência.

Visando a atender ao mesmo tempo aos imperativos da formação do professor de educação básica na modalidade licenciatura e aos objetivos específicos da formação dos bacharéis em Letras, a proposta pedagógica do Curso de Letras foi concebida como um sistema articulado, compreendendo a identificação de conhecimentos específicos de cada habilitação, importantes na construção de competências técnicas e intelectuais na área da formação específica do graduando, mas também de conhecimentos conexos e transversais capazes de ampliar a sua formação por um percurso em domínios conexos (interdisciplinares), bem como de conhecimentos complementares (transdisciplinares), não necessariamente pertencentes às áreas específicas de formação, mas importantes na ampliação do universo de conhecimentos integrados, na formação humanística ou profissional, conhecimentos capazes de fazer interagir diferentes áreas de formação.

Essa organização de conhecimentos impõe uma estrutura curricular inovadora que resista ao engessamento do currículo em disciplinas fixas e previamente estruturadas com conteúdos fixos durante todo o curso para orientar-se por uma matriz flexível, capaz de contemplar as atualizações constantes dos campos do saber dentro da própria área de formação e, ao mesmo, considerar os avanços e as reflexões que em outros cursos, seja da área de Ciências Humanas, seja de outras áreas como de Ciências Biológicas e de Exatas, desenvolvam o estudo de objetos e fenômenos comuns relacionados com a linguagem. Esta tendência para a flexibilização pode ser percebida no artigo 11 das Diretrizes nacionais, que dispõe os critérios de organização da matriz curricular em eixos em torno dos quais se articulam dimensões a serem contempladas, na forma a seguir indicada:

- o eixo articulador dos diferentes âmbitos de conhecimento profissional;

- o eixo articulador da interação e da comunicação, bem como o do desenvolvimento da autonomia intelectual e profissional;

- o eixo articulador entre disciplinaridade e interdisciplinaridade;

- o eixo articulador da formação comum com a formação específica;

- o eixo articulador dos conhecimentos a serem ensinados e dos conhecimentos filosóficos, educacionais e pedagógicos que fundamentam a ação educativa;

- o eixo articulador das dimensões teóricas e práticas.

Assim, em harmonia com esses critérios, a concepção pedagógica do Curso de Letras opta por uma flexibilização curricular que, preocupada com uma organização mais moderna e dinâmica dos conhecimentos, fundamenta-se nas seguintes premissas:

- um curso é um percurso, ou seja, pode haver alternativas de trajetórias; essas alternativas são feitas no interior de campos específicos de saber que visam ao desenvolvimento de habilidades e competências específicas;

- cada aluno deve ter um grau de liberdade relativamente amplo para definir o seu percurso (curso) e a possibilidade de contemplar, além de uma formação em área específica do saber, uma formação complementar em outra área;

- o currículo deve ser entendido como um instrumento que propicie a aquisição do saber de forma articulada;

- existem conhecimentos que, de forma inequívoca, extrapolam áreas específicas da formação profissional;

- os campos específicos do saber preservam características próprias, o que possibilita seu delineamento em cursos e em habilitações;

- o currículo deve contemplar, além da aquisição de conteúdos, o desenvolvimento de habilidades e de atitudes formativas.

Para que o currículo possa ser desenhado segundo as premissas acima, ele deve se orientar por dois eixos de flexibilização: o vertical e o horizontal, conforme será explicitado adiante.

  

Avaliações

 

A avaliação é uma parte integrante do processo de formação e possibilita o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso eventualmente necessárias. A avaliação deve cumprir prioritariamente uma função pedagógica ou formativa, gerar informações úteis para a adaptação das atividades de ensino-aprendizagem às necessidades dos alunos e aos objetivos de ensino. O objetivo de toda avaliação é gerar e gerir retro-informação seja para a ação do professor em sala de aula, seja para a gestão acadêmica. A proposição de atividades avaliativas deve fazer interagir os conhecimentos prévios dos educandos em contextos novos de aplicação e de reflexão. Assim, é inegável a importância da avaliação, tanto para o aluno como para o professor. Além disso, é também inegável a necessidade da avaliação, seja como elemento do processo de construção do conhecimento, seja como elemento de gestão de um projeto pedagógico.

Para Perrenoud (1989), a avaliação é um componente permanente da ação individual e das interações sociais: "Avaliar é construir e negociar representações". Os avaliadores, de modo geral, estão sempre dispostos a afirmar a objetividade de seus julgamentos, enquanto os avaliados estão, ao contrário, dispostos a afirmar a subjetividade dos avaliadores, sobretudo quando ela lhes é desfavorável. A avaliação é, portanto, uma prática e uma representação e cabe ao avaliador lembrar-se de que a avaliação é sempre um momento de conflito que ele deve aprender a gerir. A avaliação se constrói em função das normas de excelência preconizadas pela instituição e esperadas pela sociedade. Os alunos devem ser capazes de representar as normas de excelência da instituição e, ao serem avaliados, reconhecê-las nas avaliações. Os professores devem também ser capazes de representar essas normas de excelência, reconhecendo o que a instituição espera deles de modo a gerar correspondência quando das avaliações que se fazem das atividades docentes.

A avaliação não se reduz apenas à sala de aula, ela deve perpassar toda a estrutura escolar, produzindo dados e informações que alimentem os processos de gestão administrativa e acadêmica com vistas à melhoria do ensino. Segundo as diretrizes curriculares nacionais, as competências profissionais a serem constituídas pelos professores em formação – no caso específico das Licenciaturas - devem ser a referência para todas as formas de avaliação dos cursos, sendo estas:

- periódicas e sistemáticas, com procedimentos e processos diversificados, incluindo conteúdos trabalhados, modelo de organização, desempenho do quadro de formadores e qualidade da vinculação com escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, conforme o caso;

- feitas por procedimentos internos e externos, que permitam a identificação das diferentes dimensões daquilo que for avaliado;

- incidentes sobre processos e resultados.

A avaliação sendo, portanto, um instrumento essencial para a evolução dos padrões de qualidade da instituição e fundamentais para a realização de seus objetivos educacionais, ocorrerá nas seguintes dimensões:

- avaliações feitas do corpo discente: avaliações dos alunos e da disciplina;

- avaliações feitas do corpo docente: avaliação dos professores e da disciplina;

- avaliação externa.

  

Avaliações do Corpo Discente

 

A avaliação deve percorrer todas as etapas do processo de ensino, não se limitando apenas às avaliações periódicas somativas feitas para verificar formalmente a aprendizagem e atribuir notas aos alunos. O projeto de avaliação do professor deve incluir as avaliações formativas e as avaliações somativas.

A avaliação é feita durante o ensino (formativa, interativa, retroativa, proativa). O objetivo das avaliações formativas é estabelecer práticas que levem os alunos a resolverem situações-problema e verificar se os conteúdos ensinados se transformam em competências e habilidades efetivas, saber se os alunos adquiriram os comportamentos previstos pelo professor para fundar estratégias posteriores de ensino, realizando tarefas originais e aplicando tópicos de ensino a contextos novos. Nesse tipo de avaliação, deve haver interação com os alunos, análise da produção dos estudantes e conseqüente adaptação do processo didático aos progressos e problemas dos alunos, regulação instrumentalizada com implementação de programas de reforços, quando necessário. Atividades em equipe, envolvendo discussão e pesquisa, trabalhos de campo, debates, realizados dentro do espírito de resolução de problemas contextualizados, constituem práticas fundamentais da avaliação formativa.

A avaliação somativa é feita depois do ensino, com atribuição de notas e visando a verificar efetivamente a aquisição das competências e habilidades objetivadas durante o processo de ensino. As estratégias utilizadas nas avaliações somativas devem revelar raciocínios e representações mentais dos alunos; alunos e professores devem analisar e estudar eventuais erros e desvios cometidos, diagnosticar tipos de obstáculos e dificuldades. Como se trata de uma avaliação de resultados da aprendizagem, essa avaliação revela-se um elemento indispensável para a reorientação dos desvios ocorridos durante o processo e para gerar novos desafios ao aprendiz. A avaliação deve resultar em uma discussão honesta e transparente, entre todos os elementos envolvidos no processo. Como a avaliação somativa resulta em uma classificação dos alunos através da atribuição de notas objetivas, ela exige um preparo que se oriente na direção dos objetivos da disciplina e do curso (cf. competências e habilidades do egresso) e não simplesmente em atividades de puro reconhecimento e de reprodução de conceitos.

  

Avaliações do Corpo Docente

 

Em relação às avaliações feitas na unidade, há uma avaliação dos alunos a respeito do curso e dos docentes, além da avaliação realizada pela PROGRAD, que é conduzida pelo Colegiado de Graduação, semestralmente. Ao final da disciplina, os alunos avaliarão as disciplinas e os professores em formulário específico, de maneira quantitativa, e qualitativa, se quiserem. Essa avaliação constitui elemento essencial para orientar os professores e fundamentar análises e tomadas de decisão da coordenação do curso. Os resultados dessas avaliações são retornados aos docentes para que eles possam se conscientizar da sua prática docente e aplicar esse conhecimento na reformulação de sua conduta didática. É um processo constante de manutenção e renovação pedagógica.

Durante os cursos, existe, também, a ouvidoria estabelecida pelo colegiado, que busca, de uma maneira imparcial, a mediação dos possíveis conflitos existentes entre professor e aluno.

E, finalmente, existe a avaliação registrada pelo INA, que aponta como os docentes vêm desenvolvendo, não só as atividades de ensino, mas também as atividades de pesquisa e extensão.

 

Avaliações Externas

 

Na década de 1990, os sistemas de avaliação de monitoramento de grande alcance foram implantados de forma contínua e integrada ao planejamento e financiamento das reformas educacionais pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP. Em 1990, foi realizado pela primeira vez o levantamento do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), o qual coleta dados que permitem a avaliação de conhecimentos e habilidades dos alunos em diferentes séries e áreas curriculares e a identificação de fatores relacionados à organização e funcionamento da escola, aos professores e diretores, à prática pedagógica e aos alunos, que, acredita-se, influenciam na qualidade do ensino ministrado.

O MEC implantou outros sistemas de avaliação, além do Saeb, como o Exame Nacional dos Cursos, conhecido como “provão”, no nível do ensino superior, iniciado em 1996, reestruturado agora no ENADE, e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essas provas contribuem para a avaliação do curso e, conseqüentemente, para eventuais ajustes e melhorias.

A avaliação educacional externa feita pelo INEP já assume um lugar de destaque na agenda das políticas públicas de educação no Brasil, sendo, para a Faculdade de Letras, um mecanismo importante de avaliação externa. Juntamente com as outras avaliações, contribuirá para um conhecimento mais objetivo dos resultados dos processos educacionais. Há, portanto, convergência em torno da importância estratégica de se avaliarem com profundidade os níveis de qualidade do curso, contribuindo para o seu desenvolvimento.

  

Pesquisa, Ensino e Extensão

 

A pesquisa constitui, dentro da proposta pedagógica do curso, a base do processo de ensino e de aprendizagem, uma vez que ensinar requer dispor de conhecimentos, refletir criticamente sobre eles e mobilizá-los para a ação. Mais do que identificar os conhecimentos existentes, o que seria simples tarefa de reconhecimento, é preciso compreender o processo de construção do conhecimento, seus fundamentos históricos, sociais e epistemológicos.

O processo de ensino-aprendizagem deve ser orientado por um princípio metodológico geral, que pode ser traduzido pela ação-reflexão-ação e que aponta a resolução de situações-problema como uma das estratégias didáticas privilegiadas. Nesse sentido, e em harmonia com as Diretrizes Nacionais, a dimensão da pesquisa não deve constituir apenas um espaço de ação institucional, mas uma prática constante e inerente ao próprio processo de ensinar e de aprender, perpassando todos os momentos da formação. Deve estar presente na extensão, através das ações reflexivas sobre cada atividade; deve estar presente na sala de aula, nas práticas reflexivas sobre os conhecimentos, no processo de avaliação formativa, como o momento de desenvolvimento do raciocínio lógico e da capacidade de resolução de problemas. Entende-se, portanto, a pesquisa, como uma dimensão constitutiva da formação.

Institucionalmente, a pesquisa tem seus lugares específicos de inscrição e de organização, quando são reunidas em projetos pontuais, com objetos pré-definidos e sob orientação docente, tais como os programas de iniciação científica, de iniciação à extensão e iniciação à docência.

 

Os Núcleos de Estudos

 

A criação de Núcleos de Estudos na Faculdade de Letras tornou-se uma realidade sobretudo após a dissolução da estrutura departamental. A abertura de Núcleos, sua organização e funcionamento obedecem à regulamentação do Regimento Interno. Por outro lado, seu desenvolvimento está intimamente relacionado aos projetos de pesquisa e à organização dos pesquisadores da instituição dentro das diversas áreas de conhecimento e dos diferentes problemas de pesquisa associados aos Estudos Linguísticos e Literários. Os Núcleos constituem ainda um espaço integrador dos alunos da Fale aos projetos de pesquisa.

Segundo o regimento da Faculdade de Letras (Art. 20) “Os Núcleos de Estudos têm como objetivo o desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão, seletiva ou cumulativamente, reunindo professores, estudantes de graduação ou de pós- graduação, além de, se for o caso, servidores técnicos”. Coordenados por professores reunidos em torno de um campo de estudos, os Núcleos constituem, assim, uma dimensão importante dentro do projeto pedagógico do curso, pois eles podem propor ao Colegiado de Curso de Graduação a oferta de disciplinas ou outras modalidades de atividades acadêmicas, geradoras de créditos ou não, na esfera de sua abrangência. Dentro da ótica de um currículo flexibilizado, os Núcleos de Estudos assumem um papel importante na atualização da oferta de disciplinas e de atividades, bem como na integração dos alunos à pesquisa e à extensão. Numa matriz curricular de disciplinas fixas e pré-estabelecidas, a oferta de disciplinas de tópicos variáveis seria impossível. No caso do Curso de Letras, as disciplinas de tópicos variáveis estão previstas na matriz curricular de todas as habilitações. Essas disciplinas são enriquecidas com as ofertas originadas dos projetos de pesquisa dos diferentes Núcleos de Estudos. São os seguintes os Núcleos de Estudos atualmente funcionando na Faculdade de Letras:

 

ATELA - Núcleo de Ensino Transdisciplinar de Leitura

CECLA - Centro de Estudos de Culturas e Literaturas Anglófonas

CEDORBI - Centro de documentação de línguas faladas e escritas no Brasil "Orlando Bianchini"

CEL - Centro de Estudos Literários

CELIA - Centro de Estudos em Lingüística Aplicada

CESP - Centro de Estudos Portugueses

Fórum Transdisciplinar de Criação e Estudos Poéticos - TransVerso

GruMEL - Grupo Mineiro de Estudos do Léxico

Intermídia: núcleo de estudos sobre a Intermidialidade

LETRA - Laboratório Experimental de Tradução

LIBRA - Núcleo de Estudos de Literatura Brasileira

LIPSI - Núcleo de Estudos em Literatura e Psicanálise Literaterras: escrita, leitura, traduções

MESCLA - Núcleo de pesquisa de literatura, memória e cultura

NAD - Núcleo de Análise do Discurso

NEAEM - Núcleo de Estudos dos Acervos de Escritores Mineiros

NEAM - Núcleo de Estudos Antigos e Medievais

NEC - Núcleo de Estudos Canadenses

NECT - Núcleo de Estudos de Crítica Textual

NEIA - Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade

NEJ - Núcleo de Estudos Judaicos

NELAM - Núcleo de Estudos Latino-Americanos

NELAP - Núcleo de Estudos de Letras e Artes Performáticas

NELC - Núcleo de Estudos em Linguagem e Cognição

NELU - Núcleo de Estudos da Língua em Uso

NIPE - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Estilo

NUFFON - Núcleo de Fonética e Fonologia

NUPES - Núcleo de Pesquisa em Semântica

NuPeVAR - Núcleo de Pesquisa em Variação Lingüística

NWB - Núcleo Walter Benjamin

TELIV - Núcleo de Teoria, Literatura e Vídeo

  

O CENEX

 

O Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG tem como objetivo o intercâmbio dos conhecimentos produzidos pela Faculdade e a comunidade em que está inserida através de projetos de extensão, tais como:

- a educação continuada para professores de Língua Portuguesa e de Línguas Estrangeiras;

- o desenvolvimento de projetos centrados sobre o texto – oral e escrito – e sua circulação nas sociedades;

- a oferta de cursos de línguas clássicas e modernas, abertos ao público em geral, permitindo o desenvolvimento da prática de ensino pelos alunos do Curso de Letras, bem como a interação entre os saberes e as práticas produzidas no curso e a comunidade em geral;

- a formação universitária para os povos indígenas na UFMG.

O Cenex-Fale possui uma trajetória de mais trinta anos de serviços prestados à comunidade e, principalmente, à formação didática do próprio aluno do Curso de Letras. Entre os serviços mais divulgados estão os cursos de línguas clássicas e modernas do CENEX/FALE, que são ministrados por estagiários selecionados dentre os alunos do Curso de Letras para participar do Programa de Formação de Professores, supervisionados por docentes da FALE através de visitas às salas de aula, reuniões e grupos de estudo. A prática da docência nesses cursos conta como créditos para o currículo do aluno, de acordo com o projeto pedagógico de formação de professores integrado ao ensino, à pesquisa e à extensão da UFMG. O Programa permite ainda a participação de alunos da Pós-Graduação e de ex-alunos da Faculdade de Letras, envolvendo uma média semestral de 2.200 alunos da comunidade interna e externa à UFMG, 120 professores-estagiários e 15 professores-supervisores. Os alunos contam com o acervo de materiais didáticos do setor Multimeios (livros, fitas, CDs etc), além do serviço de plantão (aula de reforço) como ferramentas de apoio ao seu desenvolvimento.

Para a preparação de alunos que pretendem ingressar em cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), o CENEX-FALE dispõe de cursos especiais de leitura e compreensão de textos (cursos instrumentais) em Inglês, Espanhol, Alemão e Francês, além dos preparatórios para diplomas e certificados de proficiência nos dois primeiros idiomas. 

O CENEX oferece ainda o curso de Português para Estrangeiros (Brazilian Portuguese for Foreigners / Portugués Brasileño para Extranjeros), que tem por objetivo capacitar estudantes a se comunicarem nas modalidades oral e escrita da língua portuguesa e, ao mesmo tempo, propiciar aos alunos do Curso de Letras o desenvolvimento de competências nessa atividade profissional de ensino.